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Thursday, March 12, 2009

Girl from Ipanema - Garota de Ipanema



Girl from Ipanema

Tall and tan and young and lovely
The girl from ipanema goes walking
And when she passes, each one she passes goes - ah

When she walks, shes like a samba
That swings so cool and sways so gentle
That when she passes, each one she passes goes - ooh

(ooh) but I watch her so sadly
How can I tell her I love her
Yes I would give my heart gladly
But each day, when she walks to the sea
She looks straight ahead, not at me

Tall, (and) tan, (and) young, (and) lovely
The girl from ipanema goes walking
And when she passes, I smile - but she doesnt see (doesnt see)
(she just doesnt see, she never sees me,...)


GAROTA de IPANEMA

Olha que coisa mais linda

Mais cheia de graça

É ela menina

Que vem e que passa

Num doce balanço

Caminho do mar

Moça do corpo dourado

Do sol de Ipanema

O seu balançado

É mais que um poema

É a coisa mais linda

Que eu já vi passar

Ah! porque estou tão sozinho

Ah! porque tudo é tão triste

Ah! a beleza que existe

A beleza que não é só minha

Que também passa sozinha

Ah! Se ela soubesse

Que quando ela passa

O mundo sorrindo

Se enche de graça

E fica mais lindo

Por causa do amor
¯`•.¸¸.>

Girl from Ipanema

Tall and tan and young and lovely
The girl from ipanema goes walking
And when she passes, each one she passes goes - ah

When she walks, shes like a samba
That swings so cool and sways so gentle
That when she passes, each one she passes goes - ooh

(ooh) but I watch her so sadly
How can I tell her I love her
Yes I would give my heart gladly
But each day, when she walks to the sea
She looks straight ahead, not at me

Tall, (and) tan, (and) young, (and) lovely
The girl from ipanema goes walking
And when she passes, I smile - but she doesnt see (doesnt see)
(she just doesnt see, she never sees me,...)


Garota de Ipanema

Olha que coisa mais linda

Mais cheia de graça

É ela menina

Que vem e que passa

Num doce balanço

Caminho do mar

Moça do corpo dourado

Do sol de Ipanema

O seu balançado

É mais que um poema

É a coisa mais linda

Que eu já vi passar

Ah! porque estou tão sozinho

Ah! porque tudo é tão triste

Ah! a beleza que existe

A beleza que não é só minha

Que também passa sozinha

Ah! Se ela soubesse

Que quando ela passa

O mundo sorrindo

Se enche de graça

E fica mais lindo

Por causa do amor



Zizi Possi - Pedaço de Mim


Pedaço de Mim


Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o etu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

¯`•.¸¸.>

Elis Regina, Águas de Março


Aguas de Março

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá Candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira,
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é a conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira,
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É a ave no céu, é uma ave no chão,
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
[ Regina Elis Lyrics are found on www.songlyrics.com ]
É um estrepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau,é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é a febre terçã.

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Milton Nascimento Cais-raro


Cais

Para quem quer se soltar
Invento o cais
Invento mais que a solidão me dá

Invento lua nova a clarear
Invento o amor
E sei que a dor de me lançar

Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim um sonhador

Para quem quer me seguir
Eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis

E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar


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O Que Será - Chico Buarque e Milton Nascimento



O que será

(À flor da pele)

Chico Buarque
1976

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores que vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

¯`•.¸¸.>